Está devendo?




Estourou o cartão de crédito e agora não sabe como pagar todas as contas? Fez dívidas superiores ao seu rendimento mensal? A mudança de atitude no seu dia a dia ajudará a reverter este rombo. Comece por reavaliar o orçamento. “Importante anotar todos os gastos do seu dia, inclusive o cafezinho no meio da tarde. No final do mês, some-os e liste-os de acordo com o tipo, por exemplo: transporte, moradia, lazer, farmácia. A partir desse levantamento, você terá condições de saber para onde está indo o seu dinheiro e reavaliar as suas despesas. Certamente, encontrará alguns itens que não lhe trazem maior qualidade de vida, mas consomem seu dinheiro”, ensina a consultora financeira Camila Bavaresco, da Develop Educação Financeira.

A compulsão por compra pode surgir para suprir alguma carência. Compensar o dia ruim com um novo sapato porque se desentendeu com alguém é um escape que, ao se tornar uma rotina, pode gerar problemas financeiros. “Este comportamento é bastante comum em nossa sociedade, bombardeada por apelos de consumo todos os dias, mas pode funcionar como um mecanismo de compensação de outras carências emocionais, que momentaneamente são supridas por bens materiais. As pessoas que não conseguem controlar seus impulsos de comprar, em geral, têm outros problemas psicológicos, como ansiedade e autoestima baixa. Cerca de 70% das mulheres com compulsão por compras apresentam sintomas depressivos”, aponta a psicóloga Juliana Neves. 

Quando a dívida é no cartão de crédito, o pagamento do mínimo é um erro, segundo Bavaresco. “Um erro e muitas vezes irreversível. Compras no cartão devem ser muito bem planejadas para que não se corra o risco de não ter dinheiro suficiente para pagar a fatura no seu vencimento. Uma dívida em cartão de credito pode chegar a quintuplicar em apenas um ano”, alerta.

No caso de empréstimo, Camila Bavaresco orienta: “Caso já esteja endividada, financeiramente falando, é inegável que seja melhor contratar um empréstimo pessoal para quitar sua dívida no cheque especial ou no cartão de credito, já que a taxa costuma ser mais baixa”. Se você fizer essa opção, deve levar em consideração também as questões emocionais. “Disciplina neste caso é fundamental. É importante ter a certeza de que essa quitação não abrirá portas para você voltar a usar o seu cartão de crédito e cheque especial. Agindo assim, você teria que fazer outro empréstimo no mês seguinte e outro, no próximo mês, para continuar quitando seus débitos. A soma de todas essas parcelas certamente atrapalharia bastante o seu orçamento mensal”, finaliza.
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Faça uma lista
“Liste todas as suas dívidas e comece renegociando a mais cara. Quanto antes isso for feito, melhor. Assim, você evita que a dívida aumente com os juros e as correções que serão aplicados com o passar do tempo.






Demonstre interesse em quitar a dívida
“Procure a instituição financeira em que possui a dívida e exponha a sua real situação. É importante falar abertamente sobre os motivos que levaram você a deixar de pagar suas contas, afinal a instituição tem interesse em receber o dinheiro que foi emprestado e, por este motivo, facilitará a renegociação.”







Negocie
“Não aceite uma proposta que não se ajuste à sua capacidade de pagamento. Calcule a prestação mensal que cabe no seu bolso e não aceite proposta com valores superiores. Aceitar estas condições poderá tornar as coisas mais difíceis para você no futuro.”






Peça ajuda
“Procure ajuda especializada. É bastante comum as empresas colocarem cláusulas abusivas em seus contratos e fazerem cobranças ilegais. Para evitar isso, é interessante buscar ajuda de um profissional do ramo. O PROCON também pode ajudar nestes casos.”







Formalize
“Ao fechar a renegociação, peça que a instituição formalize por escrito todas as condições acordadas e solicite que conste que o credor providenciará a comunicação do acerto aos bancos de dados, como Serasa e SPC.”



Jac Bagis

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